PORQUÊ EU NÃO PINTO MAIS AS UNHAS

Nesse mês fez quatro anos que não pintei mais as unhas da mão. Em parte (no começo) por conta da maternidade, que me fez ter que escolher o que realmente era prioridade para mim, naquele momento, mas em parte também por um processo interno que venho vivendo há anos.

O processo de aceitação do meu corpo é apenas o início de uma série de aceitações – das rugas, das estrias; e também mais além – da minha personalidade “forte” que sempre tentei controlar, por exemplo. Tem sido uma jornada intensa de descoberta de quem eu sou, quebrando diversos padrões que me aprisionavam. E foi aí que entrou a questão das unhas: eu percebi que eu não quero dedicar tempo e energia para isso.

Mas esse post não é sobre nunca mais pintar as unhas, ou sugerir a você para fazer o mesmo.

Esse post é para compartilhar a reflexão que tive: quantas vezes escondi as mãos por vergonha da cutícula “por fazer”? Quantas vezes deixei de usar chinelo porque a unha do pé não estava feita?

Esse post é sobre o que a autora Brené Brown traz em seu livro “A coragem de ser imperfeito”: a maior opressão “velada” sobre as mulheres atualmente é a da beleza, da imagem perfeita – que faz com que vivamos com a sensação de que podemos conquistar muitas coisas mas se não tivermos a imagem perfeita, nos sentimos desvalorizadas. Como diversas autoras colocam: a pressão por “contermos” e “padronizarmos” nossa beleza é o novo espartilho.

Esse texto é sobre escolha: eu posso pintar a unha se eu QUISER, mas eu não PRECISO se eu não quiser. E parece bobo, mas isso é libertador! Eu posso pintar meu cabelo, me depilar, usar maquiagem, fazer procedimentos estéticos, querer emagrecer, e todas essas outras pressões que são colocadas sobre as mulheres – MAS TUDO BEM SE EU NÃO QUISER!

Pois a verdade é que se a minha imagem não se enquadra em alguma ou todos esses padrões, isso não diz nada sobre o meu valor, ou sobre o meu auto cuidado. Afinal, auto cuidado não é termos que nos submeter a diversas regras para nos sentirmos bem. Auto cuidado é zelar por quem somos, e você tem o direito de ESCOLHER como fazer isso.

Texto de Nathália Petry, adaptado.


 

“MOTIVO EXTRA” NÚMERO UM – Esmaltes são tóxicos!*

Você sabe do que são feitos os esmaltes? Segundo o Ministério da Saúde, existem cerca de 800 compostos químicos tóxicos na indústria de cosméticos. Os esmaltes são feitos com adição de até 7 substâncias que podem fazer mal para sua saúde. O primeiro deles é o famoso formol, lembra dele? Famoso na época das escovas progressivas. Ele é tóxico e cancerígeno. As outras causam diversos problemas como alergias, além de desregularem nossos sistemas nervoso e endócrino. E se faz mal para nossa saúde, imagina para o planeta!

 

“MOTIVO EXTRA NÚMERO DOIS” – O lixo dos vidrinhos*

Já parou para pensar na quantidade de vidrinhos de esmalte que são descartados todos os anos? O Brasil é o segundo país que mais consome esse produto no mundo, então já dá para imaginar o impacto desse descarte!

Os vidrinhos muitas vezes, acabam em lixões, áreas de disposição ilegal que poluem o solo, a água e o ar e aumentam a contaminação e incidência de doenças em áreas de risco. Hoje, quase metade dos municípios brasileiros ainda envia seus resíduos para lixões. E se esmalte é tóxico e enviamos os vidrinhos pra lixões, estamos poluindo diretamente o meio ambiente.

Em tempo: muita gente me pergunta como descartar corretamente os vidrinhos. Se você limpar com cuidado, é possível descartá-los no lixo reciclável, mas provavelmente você vai precisar usar acetona ou removedor de esmaltes – e o resíduo de limpar os vidrinhos vai continuar indo para lixões. Ou seja, pode ser que talvez o vidro seja reciclado, mas o esmalte vai intoxicar de qualquer forma.

*Dados da Revista Glamour.

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